O futuro não é um lugar para onde estejamos indo, mas um lugar que estamos criando; o caminho para ele não é encontrado, mas construído, e o ato de fazê-lo muda tanto o realizador quanto o destino.
(John Scaar)
POUCAS PALAVRAS ME BASTAM. ALGUMAS IMAGENS ME ENCANTAM.
O futuro não é um lugar para onde estejamos indo, mas um lugar que estamos criando; o caminho para ele não é encontrado, mas construído, e o ato de fazê-lo muda tanto o realizador quanto o destino.
(John Scaar)
Semana passada, em viagem para Ibitinga/SP, vi passar o caminhão da solidariedade para Santa Catarina; uma atitude solidária dos comerciantes da cidade que vivem basicamente do comércio de cama, mesa e banho. Uma atitude iniciada pela loja que é a maior exportadora desses produtos e que mobilizou toda uma cidade numa campanha linda e sem precedentes.
Ontem, recebi um e-mail de uma pousada na Bahia, onde passarei alguns dias de janeiro, comunicando que todas as pousadas da cidade doaram 5% de seus faturamentos para as vitimas de Santa Catarina.
Por outro lado, não dá para esquecer, que vivemos num país cheio de contradições: chuva no sul, seca no nordeste. E que apesar de suas contradições, divide o coração em dois e se mobiliza em solidariedade diante das tragédias naturais, diante da solidão dos velhos, do sorriso de uma criança.
O que eu mais poderia desejar de Natal e de Ano Novo? Que esse espirito solidário seja uma constante em 2009, 2010, 2011, 2012….principalmente com àqueles que necessitam de amor. Que nosso velhos que vivem em asilos possam sorrir, que nossas crianças possam brincar e que nossos doentes possam ter esperança. E como bem diz a musica do grupo Roupa Nova. Se a gente é capaz de espalhar alegria. Se a gente é capaz de toda essa magia. Eu tenho a certeza que a gente podia fazer com que fosse Natal todo dia.
Este espaço aqui encerra suas atividades e prometendo retornar em 2009, com muita coisa bacana. Obrigada pelo carinho, amor e lindos comentários que vocês disponibilizaram por aqui.
Também queria agradecer Renatinha Emy, pelos vários selinhos que me foi ofertado recentemente e que em breve farão parte de um postagem.
FELIZ NATAL E FELIZ ANO DE 2009

Estava no youtube procurando uma música do Pato Fu para ilustrar meu próximo texto no She´s Like The Wind e revirando daqui e dali parei nesse clip da cantora Rosana. Ah! Não me chame de saudosista e nem de velha. "Saudade palavra triste quando se tem um grande amor..." vive cantarolando meu papai. Mas nessa música, em especial, sinto uma intensidade na letra e na voz da cantora.
Suspirei várias e várias vezes ao ouví-la. E me pergunto: Quanto custa lutar por esse amor tão bem expresso musicalmente? Quantos de nós esperaria a vida inteira? Quantos, escolheriam o cantinho, o amor, numa cabana? Quantos cansaram de esperar e sucumbiram; resolveram aproveitar as oportunidades sinalizadas, a estabilidade, a segurança.
E o seu amor? Àquele amor que acelerava teu coração descompassadamente? Onde ele foi parar? Se é que ele algum dia chegou na tua vida. E se chegou porque ele foi embora? Só quem já sentiu um nó na garganta...àquele nó que te deixa sem voz, com os olhos lagrimejados, vai saber responder. Talvez não tivesse que ser. Por que não? E quem disse que não era possivel ser? É possivel acreditar quando se ama.
Ah...esses amores que ficaram em algum lugar pedidos...são pedacinhos que se guardam uma vida inteira numa cabana imaginária. Será que trouxe dentro de mim pedaços de alguém? Será que deixei em alguém pedaços de mim?
Na época da música, com certeza não vivia nenhum grande amor...mas sonhava com a chegada dele e já sentia saudades dele. Era o meu presságio interior querendo viver e sofrer por um grande amor. De querer sentir a expectativa da chegada e a dor da partida. Era apenas uma garota...que não amava os Beatles e nem os Rolling Stones.
"Antigamente, os músicos cantavam sonhos..."
(comentário de um usuário do youtube, sobre o video)
CUSTE O QUE CUSTAR
(Michael Sullivan – Paulo Massadas)
Guarde um pedacinho de você
Pra lembrar de mim a vida inteira
Pede ao coração não esquecer
Nossas emoções e brincadeiras
Sempre que você quiser estou contigo
Pra você desabafar um ombro amigo
Num cantinho, num amor, numa cabana
É possível acreditar quando se ama
Por isso
Tudo pode acontecer
Faço parte de você
Quando o coração decide não tem jeito
Sonho o que sonhei pra mim
Fogo de um amor sem fim
Nada poderá mudar o que está feito
Custe o que custar
Nem que leve a vida inteira
Eu quero ter você
Só quem ama não se cansa de esperar
Como eu te amo, te amo...
Foram-se os amores que tive
ou me tiveram:
partiram
num cotejo silencioso e iluminado.
O tempo me ensinou
a não acreditar demais na morte
nem desistir demais da vida: cultivo
alegrias num jardim
onde estamos eu, os sonhos idos,
os velhos amores e seus segredos
E a esperança - que rebrilha
como pedrinhas de cor entre as raízes.
(Lya Luft, in Secreta Mirada, 1997)
Sem velhos amores, sem segredos, sem nada...nem mesmo o lenço e o documento. Estou eu, como sempre estive, com a esperança, as minhas pedrinhas coloridas e minhas raizes. Raizes de um carvalho - essas são minhas raízes e que reluzem assim como os olhos do menino no cais, ao ver o barco retornar de braços e abraços abertos e apertados.

