“Neste mundo não há saída: há os que assistem, entendiados, ao tempo passar da janela, e há os afotios, que agarram a vida pelos colarinhos”
(Maitê Proença)
Portanto, não há um meio termo. E também faço parte da segunda corrente de vida… De viver intensamente cada momento de alegria, de dor, de prazer, de furor, de cicatrizes e feridas saradas com merthiolate – daqueles que ardia muito e que causava pânico só de ouvir o nome. Talvez seja por isso não ser dada a lágrimas, ou lamentações.
A vida é assim, um pulo para o infinito. E para dar esse pulo não é necessário abrir mão do que se conquistou (familia, filhos, trabalho, casamento); é necessário apenas abrir-se e “sorver a essência das coisas”.






