POUCAS PALAVRAS ME BASTAM. ALGUMAS IMAGENS ME ENCANTAM.
"Um amigo vem e segura a sua mão ou te abraça. Não perca essa oportunidade, porque Deus veio na forma da mão, do abraço, na forma de um amigo…
Uma pequena criança passa e ri. Não perca isso, ria com a criança, porque Deus riu através da criança…
Você passa na rua e uma fragrância vem de um jardim. Pare ali por um momento e se sinta grato, porque Deus veio como fragrância...
Se você puder celebrar momento a momento, a vida se tornará religiosa e não existe outra religião. Não há necessidade de ir a qualquer templo, igreja ou sinagoga.
Então, onde você estiver é o templo, e tudo o que você estiver fazendo é religião.”
Falei para um amigo não ser chegada a hinos ou textos sagrados. E não sou. Nunca serei. Apesar de algumas emoções que os textos ou a música podem me fazer sentir, ainda assim, minha religião está na primeira frase do Gênesis. A criação. O céu. A terra.
Deitada em minha rede com o livro sobre meu colo em extâse purrissímo...não sou mais aquela menina com seu livro, mas uma mulher com seu amante..!!
Clarice Lispector
Mexendo em minhas coisinhas encontrei uma carta de amor. Ela estava dentro de um livro, meio que perdida entre outras histórias de amor. Olhei aquele papel devidamente dobrado e, movida pela curiosidade, cuidadosamente abri a caixinha de pandora.
Li sobre sentimentos e votos. Reli sobre emoções desencontradas. Reli aquele papel desbotado tentando visualizar tanto amor dedicado. Não consegui. Rasguei. Picotei. Joguei no lixo o resto que sobrou daquele amor em tempo passado.
Quem teria escrito tão bela carta de amor? Eu sei. Não sei. Não quero saber. Não há mais rastros e espaços para velhas recordações.
Mas é bom saber que houve uma carta de amor e com ela, uma flor.
“Todas as cartas de amor são ridiculas. Não seriam cartas de amor se não fossem ridículas” (Alvaro de Campos)
Ridicula ou não, era apenas uma carta de amor. Uma carta de amor que falava do amor de alguém que um dia amou, ou acha que amou.
